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Gestão Einsten

Gestão de excelência

Consultoria Albert Einstein gere 18 projetos no Brasil e defende capacitação constante

Há algumas décadas era comum a figura do médico-diretor-administrador, responsável pelas decisões estratégicas, financeiras e de gestão em hospitais e clínicas, contando com suporte de profissionais administrativos auxiliares para questões mais burocráticas. Porém, com o aumento na procura por serviços médicos e da oferta de instituições de saúde, os hospitais passam pela modernização de processos cujo foco é excelência, desde o atendimento à gestão, a fim de garantir a sobrevivência das empresas.

Essa demanda vai ao encontro ao crescimento de cursos de formação para gestão de saúde e consolida a atuação de entidades como o Instituto Israelita de Consultoria e Gestão Albert Einstein. Segundo o médico administrador e diretor superintendente, José Henrique Germann Ferreira, o uso do termo “negócios” de saúde é uma questão histórica da evolução dos hospitais, antes vista com receio. “Gradativamente isto vem mudando ao longo do tempo. Os hospitais sem fins lucrativos e filantrópicos não podem distribuir lucros, mas devem ter resultado para que se tenha sustentabilidade”, afirma.

Com essa análise, Germann reforça que a gestão deve ser profissional e especializada em todos os seus aspectos, visto que a administração hospitalar e de saúde são extremamente complexas em decorrência da diversificação de processos em sua atividade. “O número de profissionais de saúde especializados em gestão é pequeno, embora venha crescendo continuamente. Por isso é relevante a migração de outras profissões para a área da saúde – uma atividade multiprofissional com diversas especialidades dentro da mesma profissão. Os cargos exigem boa formação para compreender o ambiente, os sistemas e os problemas inerentes à atenção a pessoas, principalmente quando enfermas”, avalia.

Com olhar positivo, ele acredita que a proliferação da capacitação profissionalizada em saúde, atrelada ao aproveitamento crescente de outros profissionais, atesta maior atratividade da área para os demais profissionais, o que melhora o mercado. Entre as áreas com demandas de especialistas mais frequentes para as atividades hospitalares e de atenção à saúde estão a Tecnologia da Informação, Engenharia Civil, Eletrônica e de Produção, Recursos Humanos e Finanças. Destes novatos, se espera atualização constante para solucionar problemas cada vez mais complexos.

No Centro-Oeste, o Hospital do Órion Business & Health Complex será o primeiro parceiro da consultoria. O trabalho engloba todos os aspectos da constituição e operacionalização hospitalar e prevê ainda o compartilhamento de knowhow para a implantação do modelo de gestão e governança corporativa, de tecnologias médicas e de treinamento constante do corpo clínico. O Hospital Órion tem estrutura com capacidade total de mais de 20 mil m² de espaço físico, 140 leitos, sendo 40 leitos de Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) e centro cirúrgico com 13 salas. Segundo os empreendedores, a meta é conseguir, já no segundo ano de operação, alcançar a certificação de qualidade ONA3, atualmente a mais importanteacreditação nacional no segmento da saúde.

No cenário geral de saúde no Brasil, o médico avalia que as principais demandas do mercado, e mais desafiadoras, são decorrentes do aumento da longevidade e consequente envelhecimento da população e da necessidade de recursos especializados para o diagnóstico e tratamento das doenças, crônicas e agudas.“Goiânia é um polo de crescimento econômico e extremamente dinâmica. O projeto Órion vem ao encontro de um arcabouço de soluções para novos problemas em todas as áreas do conhecimento em saúde”, pontua.